William Hideki e Júlio Mattos ficam com a prata em duplas; carioca arranca o bronze no Individual
Da Redação do PDB
O Brasil subiu duas vezes ao pódio na edição 2026 dos Jogos Odesur, os Jogos Sul-Americanos, realizados na Argentina. William Hideki e Júlio Mattos ficaram com a prata na competição de duplas, enquanto Júlio obteve a medalha de bronze na fase individual.
Embora Santa Fé seja a sede oficial dos Jogos, as competições do boliche – reunindo nove países – aconteceram no Boliche Bowling & Co., em Vicente López, na Grande Buenos Aires, entre os dias 16 e 19 de setembro.
A seleção brasileira teve Roberta Rodrigues e Jacque Costa como representantes no feminino, mas as medalhas infelizmente não vieram: o quarto lugar nas duplas foi o melhor resultado do Brasil na categoria, que, tal como o masculino, teve Márcio Vieira como técnico.
Os resultados de all-events – o somatório das 24 partidas dos dois atletas de cada categoria – garantiram o Brasil na categoria masculina dos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru, que acontecerão em 2027. Na capital peruana, os dois representantes brasileiros, que serão ainda serão conhecidos, tentarão aumentar a lista de medalhas do país na história da competição, iniciada com a prata de Rodrigo Hermes e Fábio Rezende nas duplas no Pan do Rio, em 2007, e ampliada com as três conquistas individuais de Marcelo Suartz (bronze em Guadalajara-2011, ouro em Toronto-2015 e prata em Lima-2019).
No feminino, ainda não há vaga confirmada para o Brasil. Como Colômbia, Aruba e Venezuela confirmaram no Odesur a sua presença no Pan, o boliche feminino brasileiro terá de buscar a sua vaga via ranking pan-americano de países.
DUPLAS MASCULINAS
OURO: PERU – Alejandro Ishikawa e Adrian Tokashiki (5051)
PRATA: BRASIL – William Hideki e Júlio Mattos (4973)
BRONZE: PANAMÁ – Donald Lee e William Duen (4965)
A primeira medalha internacional de William e Júlio veio logo na disputa da fase de duplas, que abriu as competições na Argentina. Depois de terminar o primeiro dia em segundo lugar, atrás apenas da dupla do Peru, a dupla do Brasil chegou a ficar bem perto dos líderes na nona partida (a terceira do segundo dia de jogos). Contudo, os peruanos abriram vantagem nas duas partidas seguintes e os brasileiros passaram a ter de defender a medalha de prata dos panamenhos, que arrancaram incríveis 510 pontos na linha 12. Com 445, sendo 255 pontos de Hideki, os brasileiros mantiveram a posição com apenas oito pinos de frente.
DUPLAS FEMININAS
OURO: COLÔMBIA – Juliana Franco e Maria José Rodriguez (5133)
PRATA: ARUBA – Kamilah Dammers e Abigail Dammers (4540)
BRONZE: VENEZUELA – Karen Marcano e Patrícia de Faria (4507)
A dupla colombiana caminhou para o ouro com autoridade. Juliana Franco se destacou com uma série acima de 222 de média e contribuiu decisivamente para a vitória folgada. A disputa pela prata foi bem acirrada, mas as irmãs Dammers controlaram a diferença para a dupla venezuelana, que acabou com o bronze. Roberta e Jacque terminaram em quarto lugar, mas não estiveram com alcance por medalhas.
INDIVIDUAL MASCULINO
OURO: ARGENTINA – Alexis Plakoudakis (2641)
PRATA: PERU – Adrian Tokashiki (2593)
BRONZE: BRASIL – Júlio Mattos (2468)
O argentino Alexis Plakoudakis fez história ao ser campeão diante de seus compatriotas, mas Júlio também viveu momentos emocionantes. O brasileiro viu o panamenho Donald Lee tirar a diferença nas linhas 9, 10 e 11, chegando à linha final com 9 pinos de vantagem. Julinho, no entanto, fez 193 na partida derradeira, 11 a mais que Lee, e confirmou o bronze. Hideki foi o sexto, apenas 28 pinos atrás do companheiro de equipe.
INDIVIDUAL FEMININO
OURO: COLÔMBIA – Juliana Franco (2634)
PRATA: COLÔMBIA – Maria José Rodriguez (2533)
BRONZE: ARUBA – Kamilah Dammers (2426)
Nas 12 linhas do Individual, a supremacia colombiana permaneceu com direito a dobradinha. Juliana Franco seguiu absoluta na dianteira, seguida pela parceira Maria José Rodríguez. Kamilla Dammers viu Patrícia de Faria tirar quase 50 pinos nas linhas finais, mas conseguiu segurar o bronze. Jacque e Roberta ficaram, respectivamente, com o sétimo e o oitavo lugar.
ALL-EVENTS
O All-events individual infelizmente não valia medalha nos Jogos Sul-Americanos. Se valesse, o Brasil teria uma prata com William Hideki, que fez a segunda melhor média masculina, com 209,08 pontos. Júlio foi o sétimo, com 202,63. No feminino, Roberta ficou com a sétima posição (187,17), duas à frente de Jacque (180,58).



